sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Atenção e resistência: veteranos do ENEM dão dicas para se dar bem na prova!

Exame que acontece no fim de semana terá mais de 7 milhões de candidatos disputando vagas em universidades públicas. Alunos que entraram nas faculdades mais conceituadas desvendam alguns segredos da prova. "Não comece pelo começo" é uma das dicas. Caio Menezes

Todos concordam em uma coisa: o ENEM é uma prova bastante cansativa. “O segredo é ter resistência física e psicológica”.
“Não é uma prova complicada, por isso muita gente acaba não levando muito a sério, mas ela requer toda a atenção do candidato para interpretar e ter a capacidade de resolver problemas simples”, acredita o estudante. Para isso, levar comida e bebida para a sala de prova pode ser uma ótima ajuda. “Recomendamos que o aluno leve uma barrinha de cereais, uma maçã e água”, diz o coordenador do Etapa. “Água é importante, principalmente se estiver calor”, corrobora Gizele Freitas, aluna do curso de Educação Física da UFES  (Universidade Federal do Espírito Santo), um dos mais bem avaliados do país.
Se você passou o ano todo se preparando para o ENEM, o dia anterior à prova não é o mais indicado para você seguir sua rotina de estudos. “No dia anterior é bom assistir a um filme, ler um livro, tentar relaxar e dormir bem”, recomenda Gizele. Marcelo Carvalho concorda plenamente. “É bom relaxar, sair, dar uma caminhada”, diz o coordenador. 
Para os que ficam muito ansiosos de largar completamente os estudos, uma rápida revisada é válida. “Ler novamente uma matéria que é provável que caia, como porcentagem, pode ser bom. Outro jeito de se preparar na véspera é ler alguma notícia sobre assuntos atuais”, conta Marcelo. Mas não adianta deixar tudo para o último dia. “Não será um estudo de véspera de prova que influenciará decisivamente na nota final”, garante Vitor Ribeiro, que estudava cerca de quatro horas por dia para o exame e entrou no curso de Ciência e Tecnologia da UFABC   (Universidade Federal do ABC). “O aluno que teve um estudo regular durante o ano todo costuma se dar bem no ENEM”, completa Marcelo.
Não comece pelo começo, otimize o tempo
A melhor estratégia é começar a prova pelas matérias com as quais você tem mais afinidade -- mesmo que elas não estejam no primeiro bloco do caderno de questões. “Escolher matérias mais fáceis ajuda tanto com o tempo, já que as questões podem ser resolvidas mais rapidamente, quanto na motivação”, ensina Marcelo.
No segundo dia de prova, é melhor começar pela redação. “Não deixar a redação para o final é muito importante. Como o último dia de prova tem 5h30 de duração, é melhor reservar a hora inicial para fazer a redação e depois se dedicar às outras questões”, completa o coordenador.
A leitura é sua melhor amiga
Tão importante quanto ter a matéria na ponta da língua é ler tudo atentamente. “É melhor ler as perguntas antes dos textos, assim você já sabe o que procurar quando ler o texto”, ensina Marcelo. “Acho que ler atentamente as questões foi um dos fatores decisivos na minha nota”, acredita Gizele.
“Ler faz diferença em uma prova como essas”, corrobora Vitor. Já o coordenador do Etapa acredita que o ENEM premia o aluno que sabe interpretar textos. “Aqueles que têm um conhecimento não mais do que regular sobre as matérias, mas sabem interpretar textos, costumam se sair bem”, revela.
A redação é uma prova a parte
No segundo dia, além de 90 questões, os candidatos terão que fazer uma redação, que tem tanto peso no resultado final (ou até mais, em alguns casos) quanto os outros quatro blocos do exame. Já vimos que a redação deve ser enfrentada logo no para o começo, mas os vestibulandos têm outros cuidados a tomar.
“É bom escrever cerca de 20 linhas, nada muito além disso, para garantir que você não vai se perder na argumentação”, avisa Marcelo, que acredita que a infraestrutura para a Copa do Mundo, os protestos de julho ou a visita do Papa podem ser o tema da dissertação.
Para Vitor, quanto mais direto o texto for, melhor. “O Enem pede uma redação concisa e enxuta, então não rebusque demais”, aconselha. Já Luccas e Gizele recomendam que a redação contemple tudo que a prova determine. “Leia atentamente o que está sendo pedido e tenha conhecimento da sua língua”, diz a estudante de Educação Física. “Deixei para trás minha dificuldade com a matéria e me concentrei pra dar o meu máximo e entregar tudo que eles pediam”, conta o futuro engenheiro.
Etapa necessária
O maior segredo para ir bem no ENEM é a disposição. Os alunos que obterão os melhores resultados serão os que conseguirem evitar o cansaço físico e mental. “O exame é uma verdadeira maratona”, reconhece Marcelo.
Para Vitor, a prova é uma etapa necessária para crescer nos estudos. “Creio que o segredo para ir bem é não pensar na prova como um martírio, um sacrifício, mas sim como uma etapa necessária para que se possa ir, finalmente, para a parte mais prazerosa dos estudos: estudar o que você gosta”. Já Luccas lembra que o peso da prova também é encorajador. “Se dedique, dê o máximo de atenção, são poucas horas que vão mudar seu futuro”, finaliza o carioca.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Confira 16 dicas para se dar bem em concursos públicos!

Gravar as aulas, não desistir na primeira reprovação e até respirar fundo são orientações de especialistas para conseguir ingressar na carreira pública.  Alessandra Oggioni


Participar de um concurso público exige muito estudo e disciplina. Não raro, candidatos tentam anos a fio antes de conseguir a sonhada vaga, seja ela de nível médio ou superior. A professora de língua portuguesa e literatura Graça Marinho, de 48 anos, sabe bem disso. “Concurseira” veterana, já passou por mais de dez processos de seleção e, na maioria obteve sucesso, atribuído por ela à dedicação aos livros. “É como se preparar para o vestibular: não adianta começar um ou dois meses antes”, afirma.
Tempo de preparação é mesmo o melhor conselho para quem quer se dar bem em concurso público, segundo Roberto Witte, professor de técnicas de estudos da Central de Concursos. Um ano para as carreiras menos concorridas e dois para os cargos mais disputados são o tempo médio de dedicação exigido do candidato. “Isso estudando todo dia, até mesmo aos finais de semana”, diz.
Witte também afirma que entre os atributos de um bom candidato está, principalmente, a força de vontade para estudar além do cursinho. “Em aula, os alunos entendem a matéria. Mas depois, sozinhos, é que aprendem e consolidam o conteúdo”, indica.
Para o psicólogo Fernando Elias José, especializado na preparação de candidatos em concursos e vestibulares, a aplicação nos estudos é fundamental para um bom resultado, mas o sucesso na prova, muitas vezes, é determinado por aspectos emocionais. Por isso, saber lidar com a ansiedade e o nervosismo é importante para evitar o temido “branco” na hora de resolver as questões. “No momento do teste, vale ressaltar que quem passa não é necessariamente aquele que estudou mais, mas aquele que conseguiu colocar em prática o que estudou”, explica ele, que é autor do livro “Concursos – Faça Sem Medo: Entenda, Domine e Supere os Desafios” (Editora Artes e Ofícios).
Confira outras dicas de especialistas para ter sucesso nos concursos.
1. Conheça detalhadamente o edital
Para formatar o plano de estudos, é fundamental conhecer bem as minúcias do edital. No conteúdo programático, observe as matérias selecionadas, as formas de avaliação e o peso de cada disciplina.
2. Monte um cronograma de estudos
Depois de conhecer detalhadamente as exigências do concurso, é o momento de montar um cronograma de estudo. “Minha sugestão é se dedicar a duas disciplinas por dia, sendo duas horas na parte da manhã e duas horas à noite, fora o conteúdo da aula”, indica o professor Alessandro Sanchez, da Rede LFG.
3. Comece pela matéria mais difícil
Inicie cada período de estudo individual pela matéria de menor afinidade e só depois siga para a disciplina em que tem uma facilidade maior. “No momento de mais cansaço, essa atitude trará motivação e jogará a favor do candidato”, explica o professor Alessandro Sanchez.
4. Seja rigoroso com a qualidade do estudo
Não adianta passar madrugadas sobre os livros se você não está compreendendo nada. “O candidato não deve se preocupar tanto com o tempo de estudo, mas sim em como está absorvendo o conteúdo”, aconselha o psicólogo Fernando Elias José.
5. Grave as aulas
A gravação das aulas no cursinho pode ser um bom recurso para reforçar o aprendizado. No trajeto para casa, por exemplo, você pode ouvir as explicações novamente e memorizar melhor o conteúdo.
6. Estude além da sala de aula
Além do cursinho, reserve tempo para estudar sozinho, em casa, ajuda – e muito – a reforçar o aprendizado. “As aulas são importantes, mas não deposite todas as fichas nelas. Mescle com o estudo individual, confira as anotações feitas em sala e vá atrás das dicas dos professores”, diz Alessandro Sanchez.
7. Forme pequenos grupos de estudos
Outra maneira legal de estudar é juntando dois ou três amigos com o mesmo objetivo. Mas o grupo deve ser disciplinado. Do contrário a reunião vai virar bagunça ou festinha.
8. Reserve um local tranquilo para estudar
Em casa, eleja um lugar para o seu estudo individual, preferencialmente calmo, bem iluminado e arejado. Evite estudar ouvindo rádio, televisão ou qualquer outra coisa que possa atrapalhar sua concentração. Se tiver muita interrupção, escolha uma biblioteca ou um café para ter mais foco.
9. Cuidado com as pesquisas na internet
A internet pode ser uma ótima ferramenta para auxiliar nos momentos de dúvida, principalmente nos estudos individuais. Só é preciso tomar cuidado com a fonte de informação. Verifique se o site é de qualidade e compare as informações obtidas em mais de um local, para checar se a resposta é confiável.
10. Mantenha-se antenado
Temas atuais são exigidos por diversas carreiras. Por isso, separe um momento do dia para ler um jornal, consultar um portal de notícias e até fazer fichamentos de fatos nacionais e internacionais, como as manifestações públicas (http://ultimosegundo.ig.com.br/noticias/protestos) ou a Primavera Árabe (http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/).
11. Teste seus conhecimentos
Uma das melhores formas de se preparar para o concurso é fazer muitas simulações. Procure provas de concursos de anos anteriores e refaça os exercícios, observando sempre quais são as maiores dificuldades e procurando resolvê-las posteriormente. Há muitos disponíveis na internet.
12. Dê mais atenção à língua portuguesa
A disciplina costuma ter os maiores índices de reprovação em provas e concursos. Pontuar bem em gramática e ortografia já é um passo a mais para o candidato. “Uma das coisas mais importantes é saber ler e interpretar, além de redigir bem. E isso não é clichê. Tem muita gente com nível universitário que não compreende um texto simples, a começar pelo próprio edital”, afirma Graça Marinho, concurseira veterana e professora de língua portuguesa.
13. Não dispense momentos de lazer
Apesar de querer aproveitar todas as horas livres para estudar, dar uma escapadinha de vez em quando também é saudável. O psicólogo Fernando Elias José afirma que o concurso público faz parte dos objetivos de uma pessoa, mas a vida dela não pode se resumir somente a isso. “Tente buscar um equilíbrio”, recomenda.
14. Na hora da dificuldade, respire fundo
Se na hora H pintar o nervosismo, acalme-se usando uma técnica simples de respiração. A ansiedade deixa o ritmo da respiração ofegante. Então, tente parar alguns segundos e respirar profundamente. “Isso pode ajudar o candidato a se restalebecer organicamente”, diz o psicólogo e escritor Fernando Elias José.
15. Não desista na primeira reprovação (nem na segunda)
Em média, um candidato demora de dois a três anos para passar em um concurso público – às vezes até mais, dependendo da carreira escolhida. Portanto, é importante não desistir na primeira derrota.
16. Respeite o momento de frustração
É claro que ninguém estuda muito para não passar na prova. Se isso acontecer, respeite o momento do impacto negativo. Mas, depois de alguns dias, tente identificar em que falhou – ansiedade, deficiência de conteúdo, falta de preparação – e volte a se organizar para retomar os estudos. “Esta é uma caminhada árdua. Concurso é uma questão de resistência e não de velocidade”, observa Fernando Elias José.

domingo, 20 de outubro de 2013

Redação do Enem é a única a pedir proposta de intervenção: saiba o que significa.

Por Julia Carolina 

Quinta competência da prova pede que aluno apresente uma solução para o problema apresentado no texto

Não adianta só discorrer sobre o tema, é preciso propor uma solução para o problema discutido. No Enem, é assim que funciona a redação. Quem descumpre essa competência ( a última das cinco consideradas na correção do texto) perde 200 dos mil pontos possíveis. Para especialistas ouvidos pelo iG , essa é uma forma de fazer com que os estudantes assumam uma posição crítica. 
Rogério Chociay, professor aposentado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em redação, diz que sempre se posicionou “um tanto avesso” a essa competência. Porém, mudou de opinião nos últimos tempos.
“Atualmente, tenho a impressão de que com tanta informação que o aluno do Ensino Médio pode ter acesso, ele está em condição de propor a intervenção. O que é preciso entender é que o Enem não vai pedir um tratado ou uma tese de doutorado a respeito de um assunto. É uma dissertação e uma dissertação de um aluno de Ensino Médio”, pondera.
Chociay diz ainda que não é preciso que o aluno fique preocupado em sugerir uma intervenção inovadora e genial. “Não é o que se espera, pode ser uma proposta simples. Eles querem que o jovem se posicione diante daquele problema. Claro que podem surgir ótimas ideias, mas isso não deve ser levado como padrão na hora da correção”, completa. 
Benedito Antunes, professor de Letras da Unesp, avalia que esse pedido de intervenção pode trazer dificuldade para os alunos, dependendo do tema e nível do estudante. Mesmo assim, ele avalia bem a existência dessa competência. 
“Sempre entendi que o modelo de redação do Enem era uma novidade para nós, caracterizado por um avanço. O aluno teria que apresentar uma solução e essa solução viria de acordo com a maneira que o tema é abordado na prova. O pedido estimula a pessoa a pensar em um texto crítico”, completa.
Para o professor Francisco Platão Savioli, da Universidade de São Paulo (USP) e do Anglo, essa foi uma forma de cobrar que os alunos se preocupem em aplicar os ensinamentos da escola para sugerir “mudanças sociais”. E isso, ele complementa, não costuma estar na preocupação das escolas.
“É uma forma que a política educacional encontrou de incentivar as escolas a não só transmitir um conhecimento alienado, mas dar uma destinação social para esse conhecimento. De modo que o colégio não ensine só a fazer cálculos, não ensine só as letras, mas crie também nos estudantes sensibilidade de participação social, interesse no meio social em que ele está”, diz.
Competências avaliadas na correção da prova:
1. Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.
2. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
5. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Obs.: Cada critério vale de 0 a 200 pontos.

sábado, 19 de outubro de 2013

Os 10 erros mais frequentes no currículo!

Recrutadores de grandes empresas citam as principais gafes de quem busca um emprego . Murilo Aguiar.

Ao iniciar a procura por um novo ou primeiro emprego, muitos são os conselhos sobre como montar o currículo ideal. Para dificultar a situação, quando se pesquisa na internet um modelo padrão, aparecem inúmeras opções. “O currículo é a carta de apresentação de um profissional, ou seja, o passaporte para o agendamento de uma entrevista”, avalia Glizia Prado, gerente de RH da Fiat Chrysler. Por ser uma parte inevitável do processo, a montagem de um bom currículo é essencial e pode definir o sucesso da busca. 
Com tantas sugestões disponíveis, a probabilidade de cometer erros aumenta. Para mostrar quais são os equívocos mais comuns e as maneiras de evita-los, o iG ouviu recrutadores e gerentes de Recursos Humanos das maiores empresas do Brasil. Veja abaixo os 10 erros mais frequentes no currículo apontados pelos especialistas:

1 – Mentir sobre o nível de inglês
“São incontáveis os casos de pessoas que colocam nível de inglês fluente quando têm o básico. É impressionante. Isso não é uma omissão, é uma mentira”, alerta Gabriela Colo, recrutadora da Havik, consultoria em RH que faz seleções para o setor bancário e industrial. “Você chega na entrevista e a pessoa fala: 'Veja bem, era fluente mas está enferrujado’. Isso não existe”, completa. Em algumas ocasiões, os recrutadores pedem que uma versão do currículo em inglês seja enviada juntamente com a versão em português, para avaliar o nível de conhecimento. “A gente já teve candidato que colocou [o currículo] no Google Translator [ferramenta de tradução do Google] e saiu aquela tradução macarrônica. É péssimo. Se tem que tomar cuidado com o português, tem que tomar cuidado com outra língua”, comenta Paulo Moraes, consultor da Talenses, empresa que seleciona para organizações como Alpargatas, Serasa Experian e Johnson&Johnson. 
Para impedir que isso aconteça, o profissional tem de ser honesto em todas as informações que constam no currículo. Desta maneira, ele não perde credibilidade, além de poupar o próprio tempo participando de entrevistas sem ter o perfil procurado pela empresa.
2 – Colocar todos os documentos pessoais
“As pessoas têm mania de colocar os números do RG, CPF e todos os documentos possíveis. Você está expondo uma coisa desnecessária”, conta Caroline Cobiak, consultora da RH Across, empresa que faz recrutamento para a BRF, Whirpool, JBS, entre outras. Ainda que o profissional passe no processo seletivo, a equipe de RH da companhia só deve solicitar os documentos no momento da contratação.
Além disso, é preciso levar em consideração a questão da segurança pessoal. “Não se deve colocar o endereço residencial, ainda mais se for um executivo”, diz o headhunter Ricardo Nogueira, presidente da empresa de recrutamento Junto Brasil. A dica é colocar apenas o nome completo, idade, nacionalidade, estado civil e dados para contato – como telefone e endereço de e-mail.
3 – Prolongar-se nas características pessoais
É comum que o profissional comece o currículo colocando características de sua personalidade como, por exemplo, ser observador, pró-ativo e perfeccionista. Para alguns especialistas, esta apresentação de qualidades é muito subjetiva e não acrescenta dados significativos sobre o candidato. “Se eu preciso de alguém que é detalhista, eu vou checar por meio de questões [durante a entrevista]. Ele não precisa se vender como detalhista”, diz Caroline Cobiak.
Além disso, o profissional precisa estar atento ao espaço dedicado para esta seção. Por não ser de suma importância, o ideal é que este tópico não ocupe mais do que algumas linhas. “[O currículo] deve ser curto o suficiente para gerar a vontade de ler, mas na medida certa de conteúdo para ser chamado para uma entrevista”, fala Marcelo Arantes, vice-presidente de Pessoas & Organização da Braskem.
4 – Esconder a idade
“Existe um fantasma de que depois dos 40 anos fica difícil conseguir emprego. Por conta disso, as pessoas acabam não colocando a idade”, comenta Ricardo Nogueira. Segundo ele, ao omitir essa informação, o candidato permite que o recrutador imagine a idade que quiser. “Existe um pré-julgamento do selecionador de que aquele cara não colocou a idade porque deve ter uns 70 anos. Então o candidato que poderia ter mais chance acaba sendo preterido”, conta ele.
5 – Limitar o objetivo de carreira
Em alguns casos, quando se constrói um currículo almejando uma vaga específica, o profissional põe como seu objetivo ocupar apenas aquela posição. “Se você coloca seu objetivo, eu naturalmente vou lhe descartar para qualquer outro projeto que surja”, observa Moraes, da Talenses.
O recomendável é que seja especificada apenas a área de atuação. Para uma vaga de analista pleno de marketing, por exemplo, o ideal é colocar como objetivo ocupar uma posição na área de marketing ou comunicação. Desta maneira, o currículo do candidato pode ser guardado para futuras oportunidades neste setor.
6 – Omitir a data de conclusão da formação acadêmica
No tópico de formação acadêmica, é necessário escrever a data de conclusão de cada curso. Isso é importante não só para que o recrutador saiba há quanto tempo o profissional se formou, mas também para ter certeza de que o curso foi concluído. “Existem casos em que a gente vê que não tem data de formação e no momento da admissão, quando se pede o diploma como documentação, a gente descobre que [o candidato] não tem. Isso inviabiliza todo o processo”, conta Gabriela Colo, da Havik. 
Para evitar mal-entendidos, a pessoa pode especificar que o curso não foi concluído ou está trancado. “Informações inverídicas não são uma opção. Mesmo uma pessoa que tenha um bom currículo fica marcada por falta de honestidade. Causa desconfiança na empresa e no recrutador”, alerta ela.
7 – Colocar foto
O uso da foto no currículo só é válido quando a descrição da vaga fizer esta exigência. “Talvez a única exceção seja em processos de projetos, que tem um volume de vagas muito grandes. A gente utiliza sim [a foto] e até pede, mas é só para os recrutadores terem mais uma maneira de lembrar quem é quem”, diz a recrutadora Gabriela.
Segundo Nogueira, a foto também pode ser interpretada como uma maneira de conquistar o recrutador pela aparência física. “A pessoa se vale de uma foto – a mulher com o decote ou o rapaz na academia com camiseta regata”, comenta.
8 – Ser vago na experiência profissional
Experiências anteriores são os dados mais importantes de um currículo. Segundo os especialistas, este é o primeiro tópico que um recrutador lê. Portanto, é preciso ter cuidado redobrado com as informações sobre passagens em outras empresas. “Percebo, em diversas ocasiões, que as pessoas não são claras nas contribuições que deixaram em cada empresa onde atuaram. Escrevem muito e, às vezes, não conseguem explicar para o leitor como contribuiram”, observa Arantes, da Braskem. 
Para Ricardo Nogueira, da Junto Brasil, um bom currículo é aquele que descreve os resultados obtidos. “Ficar falando ‘experiência em...’, ‘vivência em...’ ou ‘habilidade em...’ é tudo pressuposto. Utilizar-se de clichês é muito cansativo e não leva a lugar nenhum. A gente não consegue determinar previamente se o candidato é bom”, avalia o recrutador. 
O ideal é selecionar os projetos mais relevantes e interessantes que produziu em seus últimos empregos e especificar quais ações desenvolvidas por ele foram essenciais para o sucesso do trabalho. Além disso, é preciso escrever quais foram os resultados do projeto, como o percentual de aumento de vendas, por exemplo.
9 – Descrever hobbies pessoais irrelevantes
Como os recrutadores lidam com uma quantidade considerável de currículos por dia, o profissional deve ser claro e apresentar informações que possam ser interpretadas por quem está lendo. Isso é válido também para a descrição dos hobbies pessoais. Assistir a filmes e escutar música são hábitos compartilhados por muitas pessoas, o que impede que o avaliador chegue a qualquer conclusão sobre seu comportamento.
Caso o profissional sinta necessidade, o aconselhável é que ele descreva hobbies mais específicos. “Por exemplo, a pessoa que faz ironman [competição de triatlo – esporte que combina natação, corrida e ciclismo] tem que ser muito disciplinada e determinada. A pessoa que faz teatro tem uma boa habilidade de comunicação”, observa Gabriela.
10 – Escrever anexos desesperados
Alguns candidatos restringem a formalidade apenas ao currículo e acabam enviando textos no corpo do e-mail tentando persuadir o recrutador para que o contrate. "Parecem correntes de internet, com o pai que a mulher abandonou e está com três crianças. Quase que fui lá dar uma grana para o cara. É para você ficar com dó", conta Nogueira.
Arantes, da Braskem, afirma que algumas pessoas vão além do texto. “Uma vez, um profissional fez um currículo e junto enviou, para uma pessoa da minha equipe, uma garrafa de cerveja e dois copos convidando-a para um happy hour para se conhecerem”, lembra.
O profissional não pode se esquecer de que quem vai ler o currículo ainda não o conhece, portanto, atitudes como mandar presentes podem ser mal interpretadas.
Para evitar cometer tais erros, o ideal é que quem esteja na procura por um emprego pesquise modelos de currículos e cartas de apresentação na internet. Também é válido pedir para conhecidos pegarem alguns modelos de CVs que a área de RH de suas empresas indicar. Desta forma, o recrutador prestará atenção apenas nas suas competências e não em equívocos que podem ser facilmente evitados.

    sábado, 12 de outubro de 2013

    Prova de linguagens aborda a comunicação verbal, sonora, visual!

         Integração dessas formas de  comunicação será tema de cinco questões da prova do Enem. 

    Chacrinha, o 'Velho Guerreiro', foi um dos principais comunicadores do Brasil. Até a sua morte, em 1988, era um enorme sucesso de público em programas de auditório, no rádio e na TV. Entre vários de seus bordões, um dos que se eternizaram foi "Quem não se comunica, se trumbica".
    É justamente da comunicação que trata a primeira competência cobrada pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na prova de Linguagens, em geral a mais fácil de resolver e a que cobra mais competências dos alunos: 9. Assim como nas demais competências de Linguagens, a média é de cinco questões sobre esse tema, em cada versão do exame.
    E a comunicação, como bem sabia Chacrinha, tem várias formas de apresentação. Além da verbal, utilizada quando escrevemos ou falamos, existe a sonora, quando tocamos um instrumento, escutamos uma música ou sabemos, pelos sons da TV, que o próximo momento de um filme será de perigo, de surpresa ou de terror. E a comunicação visual, quando vemos placas de trânsito, desenhamos, vemos materiais publicitários em grandes cartazes ou quando paqueramos, utilizando a linguagem corporal, aquela pessoa tão interessante.

    A integração entre duas ou três destas linguagens é o que mais aparece nas questões que cobra esta competência. Como a linguagem sonora é difícil de ser avaliada em uma prova impressa e de alternativas (mas não impossível), é mais comum termos, como base para o enunciado das questões, textos que integrem linguagem verbal com a linguagem visual. Neste sentido é que propagandas, rótulos de embalagens, campanhas de conscientização da população, códigos não exclusivamente verbais criados para determinadas necessidades da vida em sociedade (como placas de trânsito e bandeiras dos países), que utilizam fartamente a associação destas linguagens, estão entre as principais expectativas de conteúdos para as questões que estarão no Enem na prova de Linguagens. 

    Dicas de Estudo

    Desenvolvendo e aprimorando habilidades e competências
    1. Acesse um site sobre clima e procure a previsão do tempo para sua cidade. Você vai notar uma série de desenhos (códigos) que o site utiliza como linguagem, para representar as condições do clima. Por que esses códigos são entendidos pelo conjunto da sociedade?
    2. No blog: asmelhorespropagandas.blogspot.com você encontra algumas peças publicitárias interessantes. Em cada uma delas, relacione como a junção de diferentes linguagens foi fundamental para que a mensagem do anunciante fosse compreendida.
    3. Lembre de algumas músicas que marcaram sua vida. Qual o significado que elas adquiriram para você? Você acha que todas as outras pessoas dão o mesmo significado a elas? Por que isso acontece?
    4. As introduções das músicas “Time”, do Pink Floyd e “The Phantom Of The Opera”, do espetáculo de mesmo nome, quando ouvidas acabam por comunicar a expectativa de alguns acontecimentos. Quais expectativas são estas? Por que essas músicas transmitem essas mensagens?
    Veja abaixo algumas questões, relacionadas à competência 1 de Linguagens (Comunicação) que já caíram nas provas do novo Enem:

    Comentário: A linguagem verbal é o uso da escrita como forma de comunicação. Neste caso, tanto a frase “Noites do Terror”, quanto “Quem é morto sempre aparece” cumprem o papel de passar uma mensagem utilizando-se de frases. Linguagem não verbal é o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, tom de voz, postura corporal, pintura, música, mímica, escultura e gestos como meio de comunicação. É o caso do desenho dos pés para cima, que simboliza a morte e, também, da brincadeira implícita na frase “Quem é morto sempre aparece”, em que o receptor deve conhecer o ditado “Quem é vivo sempre aparece” para absorver a ironia da frase usada nesta peça de publicidade.O anúncio publicitário está intimamente ligado ao ideário de consumo quando sua função é vender um produto. No texto apresentado, utilizam-se elementos linguísticos e extralinguístiscos para divulgar a atração “Noites do Terror”, de um parque de diversões. O entendimento da propaganda requer do leitor:

    A) a identificação com o público-alvo a que se destina o anúncio.
    B) a avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror.
    C) a atenção para a imagem da parte do corpo humano selecionada aleatoriamente.
    D) o reconhecimento do intertexto entre a publicidade e um dito popular.
    E) a percepção do sentido literal da expressão “noites do terror”, equivalente à expressão “noites de terror”.
    Gabarito: D


    Foto: Reprodução
    Disponível em: http://www.ccsp.com.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).
    O texto é uma propaganda de um adoçante que tem o seguinte mote: “Mude sua embalagem”. A estratégia que o autor utiliza para o convencimento do leitor baseia-se no emprego de recursos expressivos, verbais e não verbais, com vistas a:

    A) ridicularizar a forma física do possível cliente do produto anunciado, aconselhando-o a uma busca de mudanças estéticas.
    B) enfatizar a tendência da sociedade contemporânea de buscar hábitos alimentares saudáveis, reforçando tal postura.
    C) criticar o consumo excessivo de produtos industrializados por parte da população, propondo a redução desse consumo.
    D) associar o vocábulo “açúcar” à imagem do corpo fora de forma, sugerindo a substituição desse produto pelo adoçante.
    E) relacionar a imagem do saco de açúcar a um corpo humano que não desenvolve atividades físicas, incentivando a prática esportiva.

    Comentário: Neste caso, temos um perfeito exemplo da utilização da chamada “linguagem não verbal”, em que a mensagem é passada não através das palavras, mas por imagens, figuras, desenhos etc. Esta peça publicitária chama a atenção do leitor para a imagem um tanto estranha de um saco de açúcar que possui barriga – associando logo o uso do açúcar a problemas de obesidade –, para depois apresentá-lo à solução: comece a usar adoçante. Tal recurso é muito utilizado na publicidade. Utilizar imagens pode ser uma forma de facilitar a compreensão do leitor.
    Gabarito: D


    Foto: Reprodução
    Questão do Enem

    A composição da imagem faz uso da chamada “apropriação”, ou seja, ela se utiliza de uma figura conhecida – a bandeira do Brasil – para remodelá-la de acordo com sua mensagem – no caso, alterando a frase da bandeira para “SOS Mata Atlântica”. Tal recurso tem dois impactos primordiais: o primeiro, visual, já que a bandeira é uma imagem conhecida e naturalmente chama a atenção de quem a vê. Depois, ao perceber a troca da mensagem, o leitor entende que a causa é tão importante que, de forma ilustrativa, deveria ser um lema, uma meta da nação brasileira. Sem esquecer que, popularmente, o verde bandeira representa as matas e a natureza do Brasil.
    Gabarito: D





    O emprego dos recursos verbais e não-verbais nesse gênero textual adota como uma das estratégias persuasivas:

    A) evidenciar a inutilidade terapeutica do cigarro.
    B) indicar a utilidade do cigarro como pesticida contra ratos e baratas.
    C) apontar para o descaso do Ministério da Saúde com a população infantil.
    D) mostrar a relação direta entre o uso do cigarro e o aparecimento de problemas no aparelho respiratório.
    E) indicar o que os que mais sofrem as consequências do tabagismo são os fumantes ativos, ou seja, aqueles que fazem o uso direto do cigarro.

    Comentário: Uma das maiores dificuldades das campanhas antitabagistas é mostrar ao consumidor de cigarro que tal uso pode prejudicá-lo de diversas formas, que vão além do câncer de pulmão. A iniciativa do Ministério da Saúde, de usar imagens “reais” de pessoas sofrendo pelo uso do cigarro, superou este obstáculo ao trazer, em linguagem simples e informativa, a mensagem de que o cigarro é mais perigoso do que se imagina. Se antes, na década de 90 especialmente, as propagandas anti-cigarro eram moderadas e não incitavam o choque, esta – realizada nos anos 2000 – usou recurso contrário e não escondeu imagens grotescas de ratos ou pessoas em situação de risco de morte.
    Gabarito: D

    Faça o simulado do Enem!!!!

    ESCOLHA UM PACOTE E TESTE SEUS CONHECIMENTOS AGORA

    Os simulados abaixo estão divididos por pacotes, cada um contendo 20 questões de diferentes assuntos. Com base no tempo que você leva para responder o teste, oSimulado iG gera uma estimativa de quanto que você levaria para concluir o Enem .


    http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/simulado-enem/



    Confira os assuntos que foram notícia em 2013 e que podem ser cobrados no Enem.

    Confira as notícias que marcaram o ano de 2013:
    Morte Hugo Chávez 
    O presidente venezuelano Hugo Chávez morreu no dia 5 de março deste ano aos 58 anos. Visto como um dos mais polêmicos e importantes líderes da América Latina, ele morreu vítima de complicações de um câncer, encerrando sua permanência no poder da Venezuela após 14 anos. Durante o seu governo, Chávez restringiu a participação de multinacionais na exploração de petróleo, fez a reforma agrária e também estatizou setores, como de meios de comunicações e energia elétrica. No mês de abril, em votação apertada, o candidato chavista à presidência Nicolás Maduro venceu as eleições  do país.
    Tensão nas Coreias
    Em março deste ano, a Coreia do Norte declarou que não estava mais vinculada ao armistício que encerrou os combates na Guerra da Coreia de 1950-53, assinado com os Estados Unidos e a China e ameaçou usar armas nucleares para atacar os territórios da Coreia do Sul e dos EUA.  Em outubro, Kim Jong-um voltou a ameaçar o vizinho e os Estados Unidos. Um porta-voz disse que suas Forças Armadas seriam colocadas em alerta máximo e estarão prontas para lançar operações.
    Atentado Boston
    Um ataque no dia 15 de abril perto da linha de chegada da Maratona de Boston, a mais famosa dos EUA, deixou três mortos e mais de 260 feridos.  Dzhokhar Tsarnaev, 20 anos, foi preso e acusado de ser um dos autores do atentado. O irmão dele, Tamerlan, 26, foi morto em meio à perseguição da polícia em 19 de abril. Tsarnaev declarou-se inocente das várias acusações pelo atentado de 15 de abril - incluindo em relação ao uso de uma arma de destruição em massa - e pode ser sentenciado à pena de morte se condenado.
    Médicos estrangeiros
    Em resposta às manifestações que tomaram as ruas do país em junho, a presidente Dilma Rousseff anunciou o chamado Pacto Nacional de Saúde, que envolve mais investimentos e o desolocamento de médicos para as periferias das grandes cidades e interior do país. O programa Mais Médicos, que prevê a contratação de estrangeiros, causou polêmica e virou alvo de protestos. Na madrugada do dia 9 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica, o texto principal da Medida Provisória (MP) 621, que cria o Programa Mais Médicos.
    Protestos junho
    Após o anúncio de que o preço da passagem do transporte público aumentaria diversas manifestações tomaram conta do país. Em São Paulo, foram seis grandes manifestações (marcadas por tensão entre os populares e policiais militares e alto número de presos e feridos) e um ato de comemoração após Alckmin e Haddad anunciarem que o preço das passagens seria reduzido. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes também anunciou a revogação do aumento das passagens do transporte público, assim como diversas cidades do país. Mesmo com a decisão, as manifestações continuaram acontecendo nos municípios brasileiros, apesar de que com menos adeptos. Os manifestantes levaram para a rua vários outros motivos como corrupção, obras superfaturadas da Copa, PEC 237, saúde pública, entre outros.
    Primavera Árabe (Síria)
    A chamada Primavera Árabe é a onda de protestos e revoluções ocorrida no Oriente Médio e norto do continente africano, quando populares foram às ruas para tirar ditadores do poder. As manifestações na Síria continuam e já são classificados como Guerra Civil pela comunidade internacional. Em agosto, a oposição denunciou mais de mil pessoas mortas, muitas delas civis, mulheres e crianças, em um massacre com uso de armas químicas em um subúrbio de Damasco, capital do país. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de mortos já passa de 100 mil.
    Renúncia papa
    O papa Bento 16 anunciou em fevereiro que iria renunciar ao seu cargo. O Vaticano destacou que nenhuma condição médica específica influenciou na decisão de Bento 16, mas nos últimos anos, a mobilidade do papa ficou bastante reduzida. Bento 16, 85 anos, se tornou papa em 2005, após a morte de João Paulo 2º. Esse é o primeiro caso de renúncia no papado em quase 600 anos. Para ocupar o seu lugar, foi escolhido o argentino Jorge Bergoglio, de 76 anos, que adotou o nome de Francisco. Ele é o primeiro papa latino-americano e das Américas.
    Copa
    A Copa do Mundo, que será realizada em 2014 no Brasil, também pode aparecer na prova. O fato do país ser a sede das competições vem causando preocupação. O gasto excessivo do dinheiro público, os problemas no transporte público e na infraestrutura do Brasil e o atraso na entrega dos estádios foram criticados em diversas manifestações no país. 
    Espionagem
    Apesar de ser um assunto recente, os casos de espionagem dos EUA contra a presidente Dilma Roussef e a Petrobras vazaram  e tiveram grande destaque nos noticiários. Em nota, Dilma disse que “o monitoramento dos EUA visam atender interesses econômicos e estratégicos e não somente a segurança nacional e o combate ao terrorismo”. Recentemente, em mensagens em uma rede social, Dilma voltou a cobrar explicações e mudanças de comportamento por parte dos norte-americanos e relembrou ter denunciado o caso na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) como uma violação dos direitos humanos e da soberania do País. 


    Ditadura no Chile

    No dia 11 de setembro deste ano, a população chilena lembrou os 40 anos da Ditadura Militar. Foi neste dia, de 1973, que o governo do chileno Salvador Allende foi derrubado por um golpe de Estado comandado pelo general Augusto Pinochet. Enquanto as tropas se aproximavam do palácio nacional, Allende não se rendeu e se matou com um tiro. Foi assim que teve início um período de 17 anos de violenta ditadura.

    quarta-feira, 9 de outubro de 2013

    Opinião politicamente incorreta pode zerar nota de redação no Enem.

    Por Julia Carolina e Ocimara Balmant 

    Especialistas divergem sobre o tema: para alguns, medida avalia comprometimento ético do candidato, para outros, é uma afronta à liberdade de expressão

    Cuidado com as ideias radicais ou piadas politicamente incorretas na hora de escrever a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com o guia de redação do exame, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inpe), o texto pode levar zero se “desrespeitar aos direitos humanos”. 
    O critério, polêmico, divide os especialistas. Para alguns, é um cuidado importante com a postura ética do candidato. Para outros, a medida veta a livre exposição de ideias e a capacidade de argumentação do estudante.
    O professor de Letras da Unesp, Benedito Antunes, concorda com o critério do Enem. “Esse desrespeito aos direitos humanos acontece por meio de manifestações racistas, geralmente quando o candidato tem a intenção de ser agressivo, como propor uma matança. Nesses casos, claro, a redação é anulada”, explica Antunes. “A simples manifestação ideológica não tem sido motivo de punição.”
    Francisco Platão Savioli, docente da USP e do Anglo, tem a mesma opinião. “O aluno vai zerar apenas se for muito agressivo. Estamos no ocidente, e existe, mesmo que não formalizado por escrito, um consenso conceitual sobre o que é valor e o que é negação de valor”, diz. “É obvio que defender a erradicação da pobreza com a matança é um absurdo, mas defender um controle da natalidade é aceitável”. Para isso, por exemplo, é importante que o candidato se atente à melhor forma de defender sua opinão: “ele pode usar a expressão ‘planejamento de expansão demográfica'”, completa Platão.
    Já a consultora de educação Ilona Beckseházy é radicalmente contra esse critério do Enem. Para ela, só a sugestão dos professores para que os alunos se utilizem de eufemismos já mostra o caráter deseducativo. “Isto é nefasto, é antidemocrático. Imagine que nossos jovens estão aprendendo a ficar em cima do muro, a não se comprometer, a dizer apenas o que o corretor vai gostar de ler.”
    A correção da redação, diz ela, deveria levar em conta a capacidade de argumentação. “Se o aluno é ou não politicamente incorreto não cabe a algum corretor decidir.”
    Mateus Prado, diretor do cursinho Henfil, discorda. “O Enem não quer saber só se você constrói uma argumentação, sabe a gramática, ele quer saber o que o aluno passou na escola, como foi a sua educação. Não está certo o estudante viver em sociedade e não pensar no outro”.
    Menos certo ainda, acredita Ilona, é o estudante ter de forjar um posicionamento que não tem. “Porque, óbvio, muita gente, ao saber da possibilidade de zerar, usa argumentos que servem apenas para agradar o corretor. Não é o que ele acredita. De que vale isso”? 

    Critério usados para a correção da prova
    Cada critério leva de 0 a 200 pontos. Veja os pontos avaliados pelo Ministério da Educação (MEC):
    1. Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.
    2. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
    3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
    4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
    5. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
    O que mais faz a redação levar zero
    Além do desrespeito aos direitos humanos, o Guia de Redação do Enem lista outros cinco itens que podem fazer um texto levar zero: fugir totalmente do tema; desobedecer à estrutura dissertativo-argumentativa; escrever um texto com até sete linhas; escrever impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação ou parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto; e entregar folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.