sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Testes de ortografia e redação eliminam candidatos a estágio!!!!

Entre cursos com maior reprovação estão pedagogia, jornalismo e turismo. Falta de leitura e hábitos gerados pela internet são fatores motivadores. Marta Cavallini. 



Quem concorre a uma vaga de estágio precisa ficar atento ao conhecimento e domínio da língua portuguesa, pois os testes ortográficos e as redações são os que mais reprovam, de acordo com levantamento do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube). Atualmente, várias empresas estão com milhares de vagas abertas e os processos seletivos estão a todo.
Uma das etapas da seleção, o teste ortográfico, aplicado em forma de ditado, reprovou mais os estudantes de nível médio técnico de escolas públicas em 2012. Em relação aos universitários, a reprovação atinge mais os que estudam em instituições particulares e dos cursos de pedagogia, jornalismo e matemática (veja abaixo reprodução dos testes disponibilizados pelo Nube). Já na redação, a reprovação foi maior entre os estudantes de 15 a 18 anos e do ensino médio no ano passado. Entre os cursos de nível superior, a maior reprovação está entre os cursos de turismo, educação física e publicidade. Os homens tiveram desempenho pior que as mulheres tanto no teste ortográfico quanto na redação.
Teste ortográfico
O estudo realizado durante todo o ano de 2012 com 7.219 estudantes revela que 2.081 candidatos (28,8%) não tiveram êxito no teste ortográfico e foram eliminados. O teste foi aplicado na forma de ditado, com 30 palavras do cotidiano, como "seiscentos", "escassez", "artificial", "sucesso", "licença" e "censura". Era considerado reprovado quem cometesse mais de sete erros. O índice de reprovação entre as mulheres ficou em 26,6%, e entre os homens, em 32%. Os mais novos, com idade entre 14 e 18 anos, tiveram melhor desempenho, com 75% de aprovação, superando outras faixas como a de 19 a 25 anos (68,9%), 26 a 30 anos (69,2%) e acima de 30 anos (71,2%). 
Alunos do ensino médio técnico tiveram o pior desempenho - em torno de 37% cometeram mais de 7 erros, seguidos dos estudantes do superior tecnólogo (30%), médio (29%) e superior (28,5%). Estudantes de nível médio e técnico de escola pública tiveram desempenho pior (30%) se comparados aos das instituições particulares (17%). Entre os universitários, cerca de 30% dos jovens de escolas privadas foram reprovados, contra apenas 19% das faculdades municipais, estaduais ou federais.
Os cursos com maior índice de reprovação são pedagogia (50%), jornalismo (49%), matemática (41,4%), psicologia (41%) e ciência da computação (40%). Com maior aprovação estão os cursos de comércio exterior (83%), medicina veterinária (82%), relações públicas (80%), engenharia de produção (80%), nutrição (75,5%), engenharia elétrica (74,5%) e direito (74%).
Redação
Pesquisa realizada durante todo o ano 2012 com 1.147 participantes mostra que as mulheres tiveram maior índice de aprovações na redação, com 85,5%. Entre os homens, o índice foi de 80,7%.  A reprovação é maior entre os estudantes de 15 a 18 anos (27,5%) em relação a 19 a 25 anos (16,5%). No ensino médio, o índice de reprovação é de 26,1%, e no superior, de  17,4%. Os cursos de direito (90%), engenharia civil (88%) e engenharia mecânica (86%) têm o maior índice de aprovação. Já os de turismo (66%), educação física (33%) e publicidade (27,5%) têm os piores índices.
Justificativas
"Impressiona o fato de os jovens na fase da universidade registrar erros graves na grafia. Apenas 25% dos brasileiros mantêm o hábito da leitura. O reflexo é percebido antes do ingresso no mercado de trabalho. Muitos ficam pelo caminho e são excluídos das chances de construírem uma carreira, por terem pouca intimidade com as palavras", diz Erick Sperduti, coordenador de recrutamento e seleção do Nube.
Para Sperduti, o bom desempenho das mulheres na redação pode ser explicado pelo fato de as candidatas se interessarem mais pela leitura, seja em romances ou revistas. “Assim, absorvem um maior repertório de palavras e estabelecem uma maior concordância no momento de elaborar uma redação". 
Já em relação ao fraco desempenho dos estudantes do nível médio e técnico no teste ortográfico e na redação, Sperduti afirma que "o jovem ainda não possui uma variedade de vocabulário, dificultando a elaboração de um bom texto. Somado a esse fator, temos a falta de interesse em escrever. Navegar na web, ouvir rádio e ver televisão são mais atrativos para esse público", explica. Com relação ao bom desempenho dos estudantes de 14 a 18 anos no teste ortográfico, o coordenador diz que esses estudantes têm mais contato com a língua portuguesa por ainda estarem no período de formação. 
Entre as palavras grafas de forma errada nos testes ortográficos, Sperduti cita rejeitar com “G” no lugar do “J”, flexível com “QUIC” no lugar do “X”, assessoria com um “S” apenas, licença com “S” no lugar do “C”, exceção sem o “C”, ressaltar com um “S” apenas e transição com “C” no lugar do “S”. “Dá a entender que não conhecem as palavras”, diz. 
Sperduti considera que a única saída para reverter o mau desempenho é a prática da leitura e o hábito de escrever as ideias. "O desafio para os futuros profissionais não é apenas concluir o curso, mas mostrar domínio do nosso idioma", diz. 
De acordo com o coordenador de recrutamento, é importante organizar os assuntos a serem redigidos. "Tudo precisa ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão, ou seja, um começo, meio e fim", diz Sperduti. Ele afirma ainda que não se deve escrever em 1ª pessoa, com expressões como "eu acho", "eu penso", "eu acredito". “Muitos são reprovados porque não releem o que escreveram, não revisam para corrigir os erros antes da entrega. A pressa, neste caso, só prejudica", diz. 
Para o coordenador, a internet pode contribuir com os erros. “Abrevia-se muito as palavras, escreve-se com rapidez, quer fazer as coisas de forma rápida, não revisa, esse sentido de urgência pode prejudicar”, diz. Entre os principais erros nas redações estão ortografia e concordância, redações curtas, com menos de 15 linhas, fuga ao assunto proposto, texto sem começo, meio e fim. “Os candidatos têm de 40 a 50 minutos para fazer a redação, dá tempo de fazer e revisar, mas muitos terminam em 15 minutos”, diz. 
De acordo com Sperduti, a seleção de estagiários se dá da seguinte forma: depois de selecionar os candidatos pelo perfil técnico, por meio de triagem no cadastro da entidade, as empresas geralmente aplicam testes presenciais, que são compostos da apresentação pessoal (o candidato fala dele mesmo, de seus dados pessoais, de suas competências do currículo e de suas características); atividade em grupo, com o desenvolvimento de case e apresentação – nessa etapa é feita a avaliação de competências; e em seguida testes de raciocínio lógico, ortográfico, redação e inglês. 
O que mais reprova é o teste ortográfico e redação, seguido das atividades em grupo, segundo ele. “Muitos candidatos nem sabem para qual empresa estão concorrendo. Por outro lado, outros estão ali por causa da empresa, porque têm vontade de seguir carreira nela, e isso conta bastante”, diz Sperduti.
Teste ortográfico do Nube para o curso de administração, cujo número de acertos ficou em 26 (Foto: Reprodução)Teste ortográfico do Nube para o curso de administração, cujo número de acertos foi de 5 (Foto: Reprodução)

Teste ortográfico do Nube para o curso de arquitetura e urbanismo, cujo número de acertos ficou em 9 (Foto: Reprodução)Teste ortográfico do Nube para o curso de arquitetura e urbanismo, cujo número de acertos ficou em 9 (Foto: Reprodução)

Teste ortográfico do Nube para o curso de recursos humanos (Foto: Reprodução)Teste ortográfico do Nube para o curso de recursos humanos (Foto: Reprodução)

Teste ortográfico do Nube para o curso de engenharia de produção, cujo número de acertos ficou em 9 (Foto: Reprodução)Teste ortográfico do Nube para o curso de engenharia de produção, cujo número de acertos ficou em 9 (Foto: Reprodução)

Teste ortográfico do Nube para o curso de técnico em administração, cujo número de acertos ficou em 5 (Foto: Reprodução)Teste ortográfico do Nube para o curso de técnico em administração, cujo número de acertos ficou em 5 (Foto: Reprodução)

Teste ortográfico do Nube para o curso de engenharia de produção, cujo número de acertos ficou em 11 (Foto: Reprodução)Teste ortográfico do Nube para o curso de engenharia de produção, cujo número de acertos ficou em 11 (Foto: Reprodução)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Como despertar a criatividade!!!

Mudar o foco, assistir a comédias e até fazer serviços domésticos: confira 15 dicas que podem ajudar no desenvolvimento do processo criativo. Alessandra Oggioni.


Pode soar estranho, mas, para aflorar a criatividade, a solução pode ser... lavar louça! Esta é a dica preciosa do cartunista Laerte, que vai para a pia de casa toda vez que o cérebro está um pouco cansado. “É um truque legal. Já vi isso funcionar para mais de uma pessoa”, conta o desenhista.

Para alguns, como Laerte, a criatividade pode parecer algo natural. Com a obrigação de criar pelo menos sete tirinhas de quadrinhos por semana, ele diz que as histórias simplesmente surgem. “Para mim, não existe isso de não vir uma ideia. O que acontece é que, às vezes, sinto o pensamento mais ou menos arenoso”, afirma – é nesta hora que ele encara a pia de louça.
Para outros, no entanto, ser criativo parece bem mais difícil. Mas segundo Fábio Zugman, autor dos livros “Criatividade Sem Segredos” (Atlas, 2010) e “O Mito da Criatividade” (Elsevier, 2008), esta é uma característica que pode, sim, ser melhorada dia após dia. “Costumo falar que a criatividade é como a musculação: você não nasce musculoso. Você tem um potencial e precisa desenvolvê-lo”, comenta.
Para Zugman, o grande segredo de uma pessoa criativa é buscar experiências diferentes. “Tudo pode ser matéria-prima para ter ideias”. Isso significa possuir um ciclo grande de amigos, interessar-se por filmes de gêneros diferentes, ouvir músicas de estilos distintos, ou seja, ampliar o leque de atividades.
Sem invenções mirabolantes
Quando se fala em criatividade logo vem em mente nomes como o de Einstein, Picasso ou Steve Jobs. Mas especialistas concordam que não é necessário ser autor de grandes invenções para ser considerado original. Basta dar soluções diferentes para problemas do cotidiano, como um atendente de telemarketing que tem uma ideia simples para resolver o caso de um cliente ou um professor que encontra uma maneira divertida de fazer os alunos aprenderem física.
“A criatividade não é domínio exclusivo das pessoas que geram novos produtos ou estratégias de marketing. É preciso ser criativo para lidar com mudanças, reduzir custos, gerar melhorias, solucionar problemas, lidar com pessoas e situações difíceis”, explica a consultora Gisela Kassoy, especialista em Criatividade e Inovação.
Para o neurologista Leandro Teles, a solução criativa aflora quando se consegue driblar os caminhos do raciocínio lógico, o tal “pensar fora da caixa”. “Isso acontece quando escapamos do óbvio e alcançamos uma visão alternativa, diferente da média da população”, diz o médico.

No entanto, muitas pessoas precisam quebrar barreiras para desbloquear a mente e conseguir iniciar o processo criativo. “Alterar modelos mentais, cultivar sentimentos de autoconfiança, energia e bom humor podem melhorar a capacidade de criar”, afirma Victor Hugo Soler Montalvo, psicólogo organizacional e especialista em Criatividade.
Confira 15 dicas para despertar a criatividade:
1. Não se apegue à primeira ideia que vier à cabeça. “Procure ter pelo menos três soluções diferentes para cada situação”, indica a consultora Gisela Kassoy.
2. Aceite as ideias alheias. O truque aí é desenvolver o espírito do “por que não?”, ou seja, a vontade de aceitar novos pensamentos, mesmo que, eventualmente, seja preciso modificá-los um pouco.
3. Se estiver com dificuldade de criar, afaste-se do projeto que está trabalhando por um período. Pode ser uma pausa para um cafezinho, um banho ou para lavar louça, como faz o cartunista Laerte.
4. Não censure as ideias por mais bobas ou absurdas que pareçam. Depois, selecione tudo e ordene os pensamentos, deixando fluir o processo criativo.
5. Imagine a situação ou o projeto de maneira metafórica. “Por exemplo, se alguém precisa criar uma estratégia motivacional para sua equipe de colaboradores, pode imaginar que está lidando com um jardim com diferentes tipos de plantas, algumas com espinhos, outras muito frágeis e assim por diante”, aconselha Gisela Kassoy.
6. Recorra a personagens. Basta imaginar qual ideia alguém famoso daria para o seu projeto. Por exemplo, o que Pelé, Bill Gates ou Silvio Santos fariam no seu lugar?
7. Assista a uma comédia ou qualquer coisa que faça rir. Pesquisas mostram que o bom humor tem influência positiva na criatividade. “Por isso, é comum uma pessoa ter uma experiência boa num dia e, depois, ter uma grande ideia”, explica Fabio Zugman.
8.Fuja de ambientes ruins. Procure um lugar diferente quando quer ser criativo. Se no escritório o trabalho não está fluindo, vá para um café ou um parque e passa a tarde lá. Quebre a rotina.
9. Tenha um quadro de ideias, algo que seja físico mesmo, como um caderninho para guardar fotos, idéias ou papeis que possa ser consultado depois.
10. Administre as interrupções quando estiver em processo criativo. Um telefone que toca na hora errada pode bloquear sua nova ideia.
11. Faça exercícios. Em longo prazo, eles têm relação com produtividade e criatividade, pois também trazem ganhos para o cérebro.
12. Coma um chocolate ou tome um café, de maneira moderada. Em curto prazo, eles podem dar um pico de energia e ajudar na busca de uma solução original.
13.  Mude o foco. Trabalhar em algo diferente por algumas horas pode ajudar a ventilar as ideias. Depois, provavelmente o processo criativo fluirá com mais facilidade.
14. Preste atenção em tudo o que acontece ao longo do dia. “O proceso mental que a gente usa para atravessar um dia e uma noite é de uma complexidade e de uma riqueza muito grandes”, aconselha o cartunista Laerte.
15. Ouça seu sexto sentido. “A intuição é função cerebral guiada por experiências nem sempre conscientes. Pessoas criativas exercitam, valorizam e expressam suas intuições. Com bom senso, dê vazão às sensações pouco ancoradas na lógica e na razão”, finaliza o neurologista Leandro Teles.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Melhore suas relações com uma comunicação eficiente!!!

                Se com algumas pessoas nos identificamos logo de cara, com outras parece que nunca vamos nos entender. A sensação de que “o santo não bateu” pode ser, na verdade, causada pelos estilos diferentes de comunicação de cada um. A forma de verbalizar ideias, perceber coisas e manifestar sentimentos afeta a conexão com os outros. Esses sinais também dão pistas sobre o estilo de comunicação do indivíduo, que pode ser predominantemente visual, auditivo, sinestésico ou digital.
            O conceito não é novo, mas a forma de aplicá-lo nas relações pode ajudar a evitar pequenos conflitos. A convivência no trabalho, com os amigos e no relacionamento amoroso fica mais fácil ao entendermos as personalidades envolvidas na comunicação.
            Você é visual, sinestésico, auditivo ou digital? É importante também entender as características das outras pessoas e como lidar com elas.
             Um chefe visual exige uma abordagem diferente que um sinestésico durante a reunião, por exemplo. Da mesma forma, um namorado auditivo precisa que as declarações de amor sejam faladas, e não escritas. Ajustando a mensagem é possível tirar o melhor proveito daquela relação. “Ter esse conhecimento permite que você seja flexível e calibre o seu estilo de comunicação de modo a criar vínculos e melhorar as suas conexões com todos os tipos de comunicadores”, diz o autor Michael J. Losier no livro “A Lei da Conexão”. Veja como detectar qual o tipo de comunicação das pessoas e estabelecer uma conexão melhor:

VISUAL
Como reconhecer: 
- Usa bastante o verbo “ver” para falar com as pessoas, em frases como “vejo você mais tarde” ou “foi ótimo ver você”;
- Impacientes, tendem a pular os detalhes das histórias;
- Entendem rapidamente o cenário geral de uma situação.
Como melhorar a relação: 
- Para enfatizar seu ponto de vista use termos visuais, como “veja o que estou dizendo” ou “isso ainda não está claro”;
- Seja breve nas reuniões e conversas. Mostre suas ideias com objetividade;
- Cumpra os horário e prazos combinados para compromissos e trabalho.
AUDITIVO 
Como reconhecer: 
- Gostam de falar e escrever – e são bons nisso;
- Adoram descrever, contar histórias e discutir. Dão opiniões em tudo, mesmo que não solicitadas;
- Interrompem os outros ou querem melhorar as ideias dos outros.
Como melhorar a relação: 
- Eles precisam ser ouvidos, gostam de atenção quando estão falando. Não os apresse.
- Mudam rapidamente de assunto;
- Não gostam que suas ideias sejam rejeitadas completamente: é preciso negociar com eles, ou ficam emburrados;
- Escolha um ambiente sem ruído para conversar e não cometa erros de português.

SINESTÉSICO 
Como reconhecer: 
- Oferecem apoio sempre
- Ficam atentos aos detalhes
- Como não são muito competitivos, trabalham bem em equipe
Como melhorar a relação: 
- Na hora de tomar decisões, não dê muitas opções nem cobre agilidade;
- Faça com que se sintam amparados em qualquer ambiente: o sinestésico não pode se sentir excluído;
- Dê espaço e tempo, não sufoque.

DIGITAL
Como reconhecer: 
- Planejam bem eventos, festas e encontros de amigos;
- Organizam tarefas e projetos com facilidade;
- São teimosas e apegadas aos seus métodos.
Como melhorar a relação: 
- Quando estão falando, não interrompa;
- Peça licença ao abrir sua gaveta ou escritório;
- Mostre e fale que confia neles;
- Não dê ordens: peça algo, mas os deixem livres para escolher o método;
- Dê várias opções para que ele se decida.

domingo, 18 de agosto de 2013

Reclamar do trabalho é normal, mas cuidado para não passar da dose!

       Queixas sobre o ambiente profissional podem mostrar caminhos para melhorias, mas há aqueles que transformam o local no foco de todos os seus males. NYT - Phyllis Korkki |


       Existe uma vida ideal e a vida como ela realmente é. Por isso, temos várias formas de expressar o descontentamento em relação a essa diferença inevitável e uma das mais comuns é a reclamação.
      O mesmo acontece no local de trabalho: o escritório sempre está quente demais, ou frio demais. A Brenda fez ligações pessoais o dia todo. O chefe me obriga a trabalhar no sábado. Ou pior: o gerente faz bullying. Acho que o comportamento daquela pessoa não foi ético. Meu salário é muito mais baixo que o do resto do pessoal.
     Imagine um local de trabalho onde ninguém reclama e a primeira coisa que vem à mente é um governo totalitário. "Se escondermos nossa insatisfação, ela surgirá de outras maneiras, reduzindo nossas funções cognitivas", afirma Sigal Barsade, professora de gestão da Escola Wharton, da Universidade da Pensilvânia, onde estuda as emoções no local de trabalho.
     Mas reclamar também pode atrapalhar o ritmo de trabalho – seja por que uma reclamação legítima não está sendo levada em conta, ou porque a reclamação se espalhou como um vírus entre os funcionários.
     "Você pode acabar criando uma cultura da reclamação", afirmou.
     Os locais de trabalho com o moral mais alto e o maior coleguismo são aqueles nos quais "as pessoas se sentem livres para reclamar respeitosamente", afirmou Robin Kowalski, professora de psicologia da Universidade Clemson, na Carolina do Sul. Quando as pessoas extravasam as reclamações, descobrem se o problema é, de fato, real e chegam mais perto da solução.
     Robin começou a estudar as reclamações depois de procurar uma área de estudos e resmungar com um colega acadêmico, dizendo que todos os bons temas já haviam sido tomados. Ele respondeu em tom de brincadeira: "Você gosta tanto de reclamar – talvez devesse pesquisar isso". Em seguida, Kowalski descobriu que havia pouquíssimas pesquisas a respeito desse comportamento universal.
     A professora de psicologia da Universidade Clemson define a reclamação como "uma expressão de insatisfação, estejamos insatisfeitos ou não" – e é isso que torna o assunto tão complexo.
Vantagens quando se reclama
Reclamar pode ajudar a quebrar o gelo e a estreitar laços com os demais ("Dá para acreditar que eles querem que o relatório esteja pronto amanhã?"). Pode ser uma forma de se apresentar sob determinado viés – por exemplo, um executivo em um jantar de negócios pode reclamar da comida para mostrar que possui um gosto refinado, afirma Robin.
Reclamar também pode ser uma maneira de se destacar dos demais, acrescenta. Se um funcionário reclama do excesso de trabalho, outro pode se sentir compelido a dizer: "Você acha que está mal? Você tem de ver o que eu ainda preciso fazer!".
Contudo, pessoas que reclamam geralmente estão realmente insatisfeitas com algo. Neste caso, falar a respeito pode servir como uma forma de catarse emocional, afirma a professora.
Falar uma única vez a respeito pode ser bastante quando o problema é pequeno. Porém, quando ele é sério, reclamar não é suficiente. Para ajudar quem reclama a aliviar o peso do problema, Barsade recomenda uma abordagem em duas frentes. Em primeiro lugar, simplesmente ouça e expresse simpatia. Em seguida, talvez no dia seguinte, tente dar um conselho a quem reclama, ou tente ajudá-lo a ver a situação sob perspectivas diferentes e a buscar uma solução realista.
Todos sabemos que determinadas pessoas são predispostas a reclamar e existe um versão extrema desse tipo de gente, afirma a professora: "o reclamador que não aceita ajuda". O trabalho se torna o foco de todos os males que o tenham afetado, "e a pessoa reclama insistentemente", segundo a especialista. "É impossível oferecer uma solução que a pessoa ainda não tenha cogitado."
Esses funcionários correm grande risco de serem mandados embora, pois podem fomentar uma onda de reclamações que se espalha rapidamente, à medida que outros tomam ciência da própria insatisfação, levando o moral a cair drasticamente. Outros funcionários preferem ignorar esse tipo de gente, ou mudam de assunto quando começam a reclamar, explica a pesquisadora.
Quando parar com as queixas
Mas a reclamação incessante também pode ser um sinal de grandes problemas no local de trabalho, acrescenta Robin, e é por isso que os gestores precisam distinguir entre reclamações autênticas e não autênticas. Não resolver uma reclamação autêntica pode levar à incivilidade no local de trabalho, à baixa produtividade, ao alto absenteísmo e a possíveis processos jurídicos.
Qual é a melhor forma de reclamar, quando não fazemos isso por diversão? Esteja certo de reclamar para a pessoa que pode fazer algo a respeito, afirma Robin. Reclamar para colegas sobre o pagamento é pouco produtivo; seu chefe precisa ouvir o que você tem a dizer.
"Reclamar precisa ser uma atividade estratégica, feita com moderação para que se possa chegar a resultados positivos", avalia a professora.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Seu chefe é um bom líder? Conheça seis estilos de liderança...

Pesquisa do Hay Group mostra que 63% dos chefes brasileiros não conseguem mesclar estilos diferentes de liderança para criar um clima harmonioso em suas equipes Murilo Aguiar.

        A consequência da liderança inflexível é um desempenho organizacional abaixo do que seria alcançado caso a equipe fosse motivada por um chefe eficiente. A consultoria utilizou como base para o estudo a pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, que definiu seis estilos de liderança predominantes entre os chefes – o coercitivo, o dirigente, o democrático, o afetivo, o modelador e o treinador.

Os seis estilos: 
1) Coercitivo – Conhecidos como mandões, são os chefes que dizem à equipe o que fazer. Sempre vigiando o resultado, tendem a criticar o que está sendo feito errado, mas não são bons em elogiar os colaboradores quando estes alcançam o objetivo traçado. Este estilo, porém, é importante em situações em que a empresa esteja passando por controle de custos, momentos de austeridade e necessite de respostas rápidas. O chefe coercitivo é abrupto, mas assertivo.
2) Dirigente – São os líderes que focam no resultado em longo prazo e fazem questão de criar climas positivos, conquistando e motivando a equipe, para que os colaboradores deem o seu melhor. São chefes importantes em situações em que a clareza, o propósito e a criação de uma aspiração para o time é requerida. Esse é o estilo da direção.
3) Afetivo – Carinhosos, estes líderes criam harmonia na equipe e tendem a dar mais atenção às pessoas que às tarefas que elas realizam. Para eles, tratar bem os colaboradores é garantia de lealdade e bom desempenho. O estilo afetivo é ideal para momentos de baixa moral, em que o time esteja sofrendo por alguma razão, como perda de pessoas ou resultados.
4) Democrático – Este estilo de liderança tenta dividir as responsabilidades entre a equipe, envolvendo os membros nos processos de tomada de decisões para alcançar o objetivo. O líder democrático é importante em situações em que as pessoas precisam de espaço para falar, como momentos em que a empresa requer inovação e reinvenção de um modelo de atuação.
5) Modelador – Inflexível, o líder modelador acredita que a sua forma de trabalhar é a melhor e tende a dar instruções detalhadas para que sua equipe realize o serviço à sua maneira, sem abertura para opiniões alheias. Este estilo é necessário em situações em que as pessoas precisam produzir com rapidez e em alto padrão de qualidade. O chefe modelador ensinará exatamente o que tem que ser feito, para o alcance rápido do resultado.
6) Treinador – Este líder põe em risco o desempenho em curto prazo para alcançar bons resultados em longo prazo, investindo tempo para entender quais são os pontos fortes e fracos de cada indivíduo de sua equipe para distribuir as tarefas adequadas às características de cada um. O chefe treinador vai garantir que esteja formando pessoas para o futuro da organização.

     O chefe ideal
     De acordo com Glaucy Bocci, gerente e líder da Prática de Liderança para América Latina do Hay Group, para que um chefe crie um clima motivador dentro de sua equipe, é preciso que ele saiba usar de quatro a mais estilos de liderança, já que cada um deles pode ser utilizado em diferentes situações de trabalho.

       É possível mudar o seu estilo de liderança
       Glaucy Bocci informa que existem maneiras de um chefe reconhecer que não está liderando sua equipe de forma eficaz. Além da análise dos resultados, é preciso tomar conhecimento sobre os diferentes estilos de liderança e as situações em que eles são necessários, para tentar identificar em si mesmo qual estilo já domina e qual não está sendo aplicado.
Outra alternativa é pedir que seus colaboradores diretos façam um relatório sobre seu estilo de liderança, apontando as características positivas e negativas de seu comando. Assim, o chefe pode tentar adaptar os pontos negativos e praticar no seu dia a dia os diferentes estilos de lideranças. “O coercitivo, por exemplo, manda fazer sem dar muito sentido e nem direção. O dirigente também manda fazer, mas cria um contexto, um propósito e uma direção. À medida que eu conheço esses conceitos e eu percebo essa linha tênue, eu tento substituir e incorporar comportamentos novos”, conta a gerente.
     Em organizações onde o diálogo entre os empregados é permitido, o próprio colaborador que sentir que seu chefe não está sendo assertivo pode ser transparente e dialogar sobre o que não está gostando. “Por mais difícil que isso seja, [nesta situação] eu sentaria com meu chefe e diria ‘Estou vendo coisas aqui que não fazem sentido, como eu posso te ajudar?’. Oferecer-se para ajudar é uma coisa boa, porque você não simplesmente critica, mas estende a mão e mostra que está disponível”, conclui Glaucy.


domingo, 4 de agosto de 2013

Dicas de redação!!!!


Redação no Enem

1) A temática proposta costuma ter um viés (linha) social que pode - e deve - ser associada a outras esferas: cultural, política, comportamental, ambiental. 

2) Clareza e coerência são fundamentais na construção textual. Lembre-se de que a leitura deve ser "fácil" e fluida, garantindo o bom entendimento do seu texto. Para isso evite a utilização de termos rebuscados e preocupe-se com os conectivos: termos como "portanto", "então", "além disso" e "desse modo", quando bem utilizados garantem a fluidez necessária.

3) A banca do Enem pede que você apresente propostas de intervenção, ou seja, medidas que podem amenizar uma situação-problema. Avalie o papel do governo, da sociedade, do indivíduo e da mídia, por exemplo, na tentativa de reverter panoramas que podem ser melhorados ou amenizados. 

4) Na proposta de intervenção é fundamental o respeito aos direitos humanos. Posturas radicais ou extremas não condizem com um cidadão consciente e engajado que já cursou o ensino médio. 

5) Faça uso dos conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação. Embase seus argumentos com elementos históricos, geográficos, literários, filosóficos, entre outros, demonstrando pleno conhecimento de mundo. Não se esqueça: a interdisciplinaridade é bem vista pela banca, mas sempre acessória. O principal é focar na defesa do seu ponto de vista.

Na hora de escrever

NÃO FAÇA períodos muito longos, prefira sempre frases simples, pois elas dão clareza ao texto
NÃO CRIE estruturas sintáticas incompletas
NÃO USE marcas de oralidade, como gírias, por exemplo
NÃO RECORRA a clichês quando fizer sua proposta
NÃO USE um mesmo argumento repetidas vezes
DEIXE DE LADO expressões como "eu acho"
JAMAIS desrespeite os direitos humanos
FAÇA UM ROTEIRO sobre o tema. Ajuda a ter foco na hora de criar a proposta
PREFIRA um vocabulário simples a palavras rebuscadas
USE sinônimos para não repetir palavras
USE a norma culta. Uma das cinco competências da redação avalia o rigor gramatical
SEJA coerente no texto com a proposta que defenderá