domingo, 22 de março de 2015

19 livros que todos deveriam ler na escola!!!

O Diário de Anne Frank, Anne Frank
O emocionante relato de uma menina judia, escrito durante a Segunda Guerra Mundial, quando se manteve escondida dos nazistas com sua família.
O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder
'Romance filosófico', funciona como um guia básico para as principais ideias da filosofia, usando a história de Sofia Amundsen, uma garota prestes a completar 15 anos.
Fahrenheit 451, Ray Bradbury
Um romance distópico que servia como crítica à sociedade americana quando foi publicado, em plena Guerra Fria, faz uma análise interessante e atual sobre o conceito de censura e de acesso ao conhecimento.
Série Harry Potter, J.K. Rowling
As famosas aventuras do bruxinho foram apontadas por vários de nossos leitores como porta de entrada para o mundo da literatura.
O apanhador no campo de centeio, J.D. Salinger
O livro foi publicado, originalmente, para adultos - mas com o passar dos anos se tornou uma obra juvenil, por tratar de temas típicos da adolescência. O protagonista, Holden Caulfield, pode ser considerado um ícone da rebeldia da juventude.
Série Vaga-Lume, editora Ática
Publicado especialmente para o público infanto-juvenil, as aventuras da série Vaga-Lume são praticamente unanimidade entre os nossos leitores. Contém clássicos como 'O Escaravelho do Diabo' e 'A guerra do lanche'. Veja uma lista completa com todos os livros da coleção.
Orgulho e Preconceito, Jane Austen
Escrito há alguns séculos, o romance entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy poderia ser uma história água-com-açúcar sobre uma mocinha em busca do amor. Mas Jane Austen usa a ideia desse amor para fazer uma crítica à sociedade inglesa da época e também à construção do casamento. 
As vantagens de ser invisível, Stephen Chbosky
Adaptado para os cinemas recentemente, esse novo clássico americano conta a história de Charlie, um adolescente com vários problemas e com dificuldades de fazer amigos. Através de cartas, Charlie conta como conhece Sam e Patrick e como a amizade acaba mudando sua vida. Emocionante.
O Caçador de Pipas, Khaled Hossein
Enquanto conta a história de Amir, homem atormentado pela culpa de trair o seu melhor amigo de infância, Hassan, Hossein também relata acontecimentos políticos que definiram o Afeganistão atual: a queda da monarquia na década de 70, o golpe comunista, a invasão soviética até a implantação do regime Talibã.
1984, George Orwell
Também um clássico, retrata como um regime totalitarista resulta na opressão individual. É famosos por cunhar o conceito do 'Grande Irmão', a ideia de que o governo está sempre observando, acabando com a privacidade.
Eleanor & Park, Rainbow Rowell
Apesar de ter sido publicado em 2012 (o livro mais novo da lista) o romance entre Eleanor e Park é ambientado em 1986. Durante a história, que aborda a temática do primeiro amor, os pontos de vista se alternam entre os dois protagonistas.
O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry
Se você acha que, pelo nome e pelas belas ilustrações coloridas, se trata de um livro (só) para crianças pequenas, está muito enganado. Com ideias profundas como "você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa", tem um alto teor filosófico.
Uma breve história do tempo, Stephen Hawking
Ok, é um livro de forte teor científico - mas Hawking consegue explicar a um leigo conceitos importantes da física e da cosmologia, como buracos negros e a teoria das supercordas.
Bilhões e Bilhões, Carl Sagan
Livro publicado um ano após a morte de Sagan, foi descrito como um testamento do cientista - sim, tem discussões sobre ciência e sobre sua carreira, mas também seus pensamentos em relação a questões como o aborto e até sobre sua própria morte.
A Revolução dos Bichos, George Orwell
O segundo Orwell da lista, conta como animais de fazenda se revoltam contra seu dono humano e instauram um novo regime. Uma sátira da União Soviética, mostra como a corrupção toma conta do sistema e como esse sistema logo se torna uma ditadura.
Capitães da Areia, Jorge Amado
Na Salvador dos anos 30, um grupo de meninos abandonados, liderados por Pedro Bala, rouba para sobreviver e, dentro de sua pequena comunidade, criam um sistema similar ao de uma família na falta de figuras paternas e maternas. 
Meu pé de laranja lima, José Mauro de Vasconcelos
Conta a história de um menino de cinco anos chamado 'Zezé'. Criado em uma família pobre, com muitos irmãos, tem em um pé de laranja-lima seu maior confidente, contando à árvore todas as suas aventuras.
O Hobbit, J. R.R. Tolkien
A introdução ao mundo de Tolkien, que se desenrola em "O Senhor dos Anéis", conta a jornada de Bilbo Bolseiro, que sai de sua zona de conforto no Condado para ajudar um grupo de anões a recuperar seu tesouro e sua cidade, roubados por um dragão. É considerado um dos melhores romances infanto-juvenis da história.
Admirável mundo novo, Aldous Huxley
A distopia mostra uma sociedade dividida por castas (os mais bonitos/fortes são das castas principais), em que pessoas são condicionadas biologicamente e psicologicamente a obedecer a um sistema. Em meio à essa paz, chega um desconhecido, fruto de uma relação espontânea e fora do controle desse sistema, e, com ele, surgem questões sobre o estilo de vida dominante.

MODELO 2 DE ARTIGO DE OPINIÃO

A FÁBULA DO PAÍS DO ÁLCOOL E DA GASOLINA

Por  Célio Pezza*
Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar. Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos. Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos. Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.
A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo. O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado. Ao mesmo tempo adotaram uma política de comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio. Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.
Primeiro começou com o álcool, e já importou mais de 400 milhões de litros e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobrás Biocombustíveis. Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação. Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.
Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionada na gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno. Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.
A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras, como a BP (British Petroleum), compraram no último ano, várias grandes usinas produtoras de álcool neste país imaginário, como a Companhia Nacional de Álcool e Açúcar, e já são donas de 25% do setor. A verdade é que hoje, este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto inferior, e seu povo paga por estes produtos um dos mais altos preços do mundo. Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.

 * Célio Pezza é escritor e autor de diversos livros, entre eles:  As Sete Portas, Ariane, e o seu mais recente A Palavra Perdida. 

MODELO DE ARTIGO DE OPINIÃO

A (DES)EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Wemerson Damasio *
Texto publicado na edição impressa de 12 de junho de 2013 . (GAZETA DO POVO)
Acontecimentos recentes – ou melhor, acontecimentos que querem que pensemos que sejam recentes – levantaram questões sobre a educação no Brasil, como a violência e o consequente descaso das autoridades. No entanto, não é de hoje, e muito menos de ontem, que fatores violentos assombram as escolas e todos aqueles que fazem parte delas.
Vivemos em um país onde os números falam mais alto que a percepção e bom senso do cidadão; onde o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é camuflado bienalmente; onde o professor passou de transmissor de conhecimentos para educador básico e cuidador de crianças, em média 30 ou 35 por aula, recebendo uma responsabilidade que não lhe pertence: a de educar, no sentido primordial de um dicionário qualquer. Nesse processo de formar cidadãos (porque a responsabilidade agora cai única e exclusivamente sobre o profissional da educação) exclui-se, quase que em sua totalidade, a participação familiar e política desse pré-cidadão; expõe-se pré-adolescentes, adolescentes e profissionais ao barbarismo e conquistas medievais, guerras travadas diariamente por um espaço na sociedade.
Fala-se constantemente da erradicação da miséria. Promovem-se projetos, distribuem-se benefícios e engana-se uma nação. Escondem atrás de algumas notas de real uma realidade que, aparentemente, é aceita por aqueles que são beneficiados. Esquece-se, porém, que uma nação necessita de muito mais que apenas algum dinheiro no bolso; que a promoção cidadã é galgada diariamente com muito esforço, suor e educação. Educação em seu mais amplo sentido, e tal amplitude estacionou nas costas daqueles que se propõem a enfrentar uma guerra munidos apenas de um pouco mais de conhecimento e boas intenções de transmiti-lo.
Nesse contexto, todos se prejudicam: educandos e educadores, filhos e pais, cidadãos e país. A espera por uma sacudida no processo educacional fica cada vez mais utópica. O reflexo de tudo isso será percebido por gerações das quais, espero, não farei mais parte, tendo em vista que num futuro próximo as nossas vidas serão cuidadas e comandadas pela geração atual que desrespeita, agride, quase nada apreende e expõe-se, orgulhosamente, à regressão nas mídias. Por outro lado, podemos também ser cuidados e comandados por aqueles que, espertamente, nos deixarão de herança seu sucessores.
Violência não é apenas socos, pontapés e agressões verbais; inclui-se nela também o descaso familiar e político para com uma geração que um dia povoará o país. O nosso país.

* Wemerson Damasio, especialista em Metodologia de Ensino, é professor especialista da rede pública estadual e municipal.